Professores de Educação Física Sejam Bem Vindos!!!

Seja bem vindo ao nosso blog de Ginástica!!! Navegue em nossas páginas com fundamentação teórica e sugestões de encaminhamentos metodológicos para enriquecer suas aulas!!!

Ginástica Circense

    São práticas ginásticas inspiradas nas atividades artísticas circenses, possibilitando o trabalho com o equilíbrio, com a acrobacia e com a manipulação de materiais.
    Existem pinturas de 5000 anos na China que retratam a existência naquela época de acrobatas, contorcionistas e equilibristas. No Egito também existem registros de figuras de malabaristas. Na Índia, o contorcionismo e os saltos eram utilizados em espetáculos sagrados e na Grécia antiga as paradas de mão e as apresentações de força e de equilíbrio eram praticadas nos Jogos.
Em Roma surgiu o Circo Máximo, que foi destruído em um incêndio. No mesmo local foi construído o Coliseu, onde inicialmente eram apresentadas excentricidades. Entre 54 e 68 d.C., o Coliseu passou a ser palco de espetáculos violentos, como a perseguição aos cristãos, descaracterizando as artes circenses.
Pode-se dizer que a origem do circo moderno se deve a Philip Astley, um oficial inglês da Cavalaria Britânica, que em 1770 inaugurou em Londres o Astley's Amphitheatre. Neste anfiteatro era apresentado um espetáculo com cavalos a partir de modelos militares. Porém, para manter o público foram acrescentados os equilibristas, palhaço e saltadores.
Já a palavra circo surgiu com Charles Hughes, que em 1782 inaugurou o Royal Circus.
A partir do século XIX existiam também os circos ambulantes que percorriam as cidades com várias atrações. Nesta época, o “Circo dos Horrores” explorava as “figuras bizarras”, pessoas com deficiências congênitas, como por exemplo, a “menina com quatro pernas”, o “homem elefante” e a “mulher camelo”, entre outros.
Atualmente existe um grande questionamento quanto à utilização de animais, devido aos maus tratos com os mesmos. O circo contemporâneo tem como características as técnicas circenses, porém com elementos teatrais, possuindo um tema condutor do espetáculo. Um exemplo é o Cirque du Soleil. Assista uma pequena amostra do seu belíssimo espetáculo ALEGRIA.

DUPRAT & BORTOLETO (2007) apresentam duas classificações para as modalidades circenses:

Classificação das modalidades circenses de acordo com as ações motoras gerais (baseado em DUPRAT & BORTOLETO, 2007):
          Acrobacias:
Ø      Aéreas: trapézio, tecido, etc.
Ø      Corpóreas: solo, grupos, banquinas, mastro chinês, etc.
Ø      Trampolim: trampolim acrobático,  báscula russa, etc.

         Manipulações:
Ø       de objetos: malabares, ilusionismo, prestidigitação, etc.

         Equilíbrios:
Ø      de objetos: claves, antipodismo.
Ø      sobre objetos: perna-de-pau, monociclo, corda bamba, rolo americano, etc.
Ø      Acrobáticos: paradismo, mão a mão, etc.

         Encenação:
Ø      Artes corporais: arte cênica, dança, etc.
Ø      Palhaço: diferentes técnicas e estilos.

Classificação das modalidades circenses de acordo com o tamanho do material (baseado em DUPRAT & BORTOLETO, 2007):
·        Modalidades com materiais de tamanho grande: trapézio,báscula russa, mastro chinês, etc.
·        Modalidades com materiais de tamanho médio: monociclo, perna-de-pau, tecido, etc.
·        Modalidades com materiais de tamanho pequeno: malabares, rolo americano; mágica, pirofagia, etc.
·        Modalidades sem materiais (corporais): acrobacias, contorcionismo, palhaço, mímica, etc.
·        Modalidades com materiais de tamanho pequeno: malabares, rolo americano; mágica, pirofagia, etc.
·        Modalidades sem materiais (corporais): acrobacias, contorcionismo, palhaço, mímica, etc.

Na escola, o professor deve incluir práticas circenses em suas aulas de Educação Física, adaptando materiais (bolinhas de malabares, claves, diabolôs, argolas, rolo americano, pés de lata, balangandã, entre outros) e também trabalhar com acrobacias (pirâmides, paradas de mão, etc.) e com a improvisação e desinibição (práticas para o trabalho com o palhaço).
Para aprofundar seus conhecimentos sobre a prática do malabarismo, você pode ler o artigo “O malabarismo na Educação Física enquanto componente da cultura corporal” de Aline de Souza Caramês e Daiane Oliveira da Silva.


Ginástica circense – prática com malabares
Objetivos
  • Vivenciar a prática de malabares.
  •  Desenvolver e/ou aprimorar habilidades de manipulação.
Recursos necessários (para a construção de 3 bolinhas de malabares)

·        300 gramas de painço (comida de periquito)
·        9 bexigas
·        3 sacos plásticos
·        1 tesoura


Encaminhamento Metodológico
  • Perguntar aos alunos se eles conhecem a prática de malabares e orientá-los na construção das bolinhas de malabares. Estas bolinhas podem ser construídas em duplas, mas o ideal é que cada aluno construa as suas para melhor manipulação do material durante a aula. O material pode também ser construído por uma única turma, sendo reutilizado por outras.
  • Construção das bolinhas de malabares: colocar nos sacos plásticos aproximadamente 100 gramas de painço, acomodando-os no canto do saco, para poder dar um nó.  Deve-se cortar a ponta que sobra do saco plástico depois do nó. A seguir, recobrir a pequena bola com 3 bexigas com o bico cortado, uma sobre a outra. É importante colocar as bexigas de forma que as aberturas fiquem em lados opostos, para que o painço não caia de dentro da bolinha.
  • Propor aos alunos movimentos inicialmente com apenas uma bolinha: jogar para cima e segurá-la com as duas mãos; com uma mão; jogar, dar um giro e segurá-la novamente; jogar e pegar em diferentes partes do corpo; jogar e pegar com os olhos fechados, entre outros.
  • Em duplas: lançar e receber de diversas formas uma bolinha de cada vez e depois com duas bolinhas.
  • Explorar as movimentações realizadas com duas e depois com três bolinhas.
  • Realizar a sequência didática de manipulação das bolinhas apresentada no TUTORIAL DE MALABARES.
  • Solicitar que os alunos explorem e criem novas formas de manipulação das bolinhas de malabares.
  • Discutir com os alunos questões sociais referentes à prática de malabares nos semáforos.
  • Trabalhar com os alunos a história do circo.
  • Apresentar aos alunos fotos e vídeos da prática de malabares com bolinhas e com outros materiais.
  • Realizar a prática de malabares com outros materiais.
  • Promover uma apresentação de malabares na escola.
  • Apresentar aos alunos e explorar as outras atividades circenses.
 Avaliação
Nesta aula o professor pode avaliar além do conhecimento do aluno relativo à prática circense, as habilidades motoras de manipulação.

Referências Bibliográficas
BREGOLATO, Roseli Aparecida. Cultura Corporal da Ginástica. São Paulo: Ícone, 2002.
BORTOLETO, Marco Antonio Coelho (org.). Introdução à pedagogia das atividades circenses. Jundiaí, SP: Fontoura, 2008
DUPRAT, Rodrigo Mallet; BORTOLETO, Marco Antonio Coelho. Educação Física escolar: pedagogia e didática das atividades circenses. In: Revista Brasileira de Ciências do Esporte, Campinas, v. 28, n.2, p.171-189, jan. 2007.

14 comentários:

  1. Essa ginastica é linda ! E o Cirque du Soleil muito mais !

    ResponderExcluir
  2. Parabéns pela postagem, auxiliou muito. Sou professora de edf e vou usar nas minhas aulas!

    ResponderExcluir
  3. achei mto bom lele me ajudou bastante no trabalho da escola
    mto bom msmo ainda bem pq , sei tadinha de me na facul

    ResponderExcluir
  4. Gostei era td oq eu precisava mais acho q podia ser mais resumido !! mas está otimo...

    ResponderExcluir
  5. Mt bom, obrigado pela ajuda...

    ResponderExcluir
  6. Adoreeeei, me ajudou mt!! obg!!

    ResponderExcluir
  7. Obrigada, precisa disso para meu trabalho de amanhã! :)

    ResponderExcluir
  8. Muitas informações ! obrigada adorei !

    ResponderExcluir

O que você achou sobre esta página? Deixe seus comentários e/ou sugestões.